(como é fácil atrapalhar e embaralhar uma bela e sexy estória de amor, com meu amigo, meu compadre e meu irmão -não de sangue!-: sérgio sampa sp são paulo)
Ela tava lá, no quarto nº 601. Nua. Esperando aquele que, certamente, seria o mais belo rapaz. (e que garota linda!)
Haviam se passado 3 anos após da última visita. Ela estava eufórica!: mas não demonstrava. Era uma ótima garota, porque mesmo com tanta pressão, não tinha medo nenhum.
Ele esperou todos esses anos passar (e que passasse rápido!), mas descobriu que melhor que esperar passar, é passarinho. Ele tentou voar pro mais perto dela possível, mas ela tava do outro lado do país, e ele estava sem-móvel (não-móvel) (parado).
Pensaram os dois, juntos -sem saberem-: aquela noite seria especial! Ele quis surpreendê-la e ela quis surpreendê-lo.
No fim, tudo deu certo.
Voltaram pra cidade que nasceram -do outro lado do mundo- e deixaram seus filhos crescerem lá.
Um aeroplano -colorido- pousou em Marte, e eles só queriam ficar à parte. Mas Mariazinha e Joãozinho -seus filhos-, não os deixaram mais em paz. Depois da primeira mamada no peito, e do primeiro cavalinho upa-upa -do gugu- nas costas dele, nem ela, nem ele, queriam ser deixados em paz.
Vem um rapaz dizer que: ele, um boêmio cantor da lua, um doido que não se situa, foi procurar viver além dele mesmo.
Vem uma moça dizer que: ela, uma simples cantora solitária, entre os malandros e os otários, vive -agora- o que ela é, e ninguém vive por ela.
E todos no fim, ficaram sabendo que eles -e seus filhos-, têm medo de polícia, de bandido, de cachorro e de dentista.
E até hoje, ninguém sabe seus nomes..