era só quatro da manhã quando ela percebeu que nem mesmo ela se respeitava, obedecia. era como se ela quisesse sair disso, mas isso não saia dela. ela queria então, pular, matar, devastar tudo aquilo que tava apredejando-a!
deu vontade de largar tudo e fugir, que nem fizera da ultima vez, só que agora, de verdade, pra valer! queria esquecer, parar de ver - ter. abandonar tudo que se dizia importante, e que não era. não era mesmo! mas não dava. ela acreditava que de tudo era possível, mas não era. como faria? o mais que podia fazer era mudar de casa, e nem isso era totalmente possível. e mesmo se mudasse, iria ver o que? tudo aquilo de novo? todo dia? toda hora? não podia dar certo, não tinha como dar certo. o certo seria viajar, mas agora, permanentemente.
"caralho!" tudo que ela iria pensar agora, era interrompido e só aparecia palavrões. não conseguia pensar em flores, nem em espinhos, só em palavrões. era como se quisesse tirar e mostrar ao mundo toda sua raiva, e só descansaria se todo o mundo ficasse com raiva, ou melhor, se todo o mundo começasse a ser torturado e sofresse! todo o mundo, beem devagar.. mas agora já nao dava mais.
"desgraça! desgraça!" -ela gritava. porque não podia nem beber e afundar as mágoas e chorar, chorar.. ela só queria beber. afundar. sei lá. entrar numa depressão maior. talvéz, na verdade, o álcool a fizesse melhorar, se sentir mais feliz. mas nem isso ela conseguia fazer.
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