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quando alguém te elogia, pode ser que ela esteja, ou mentindo, ou o pior!:, falando a verdade. se eles estiverem falando a verdade, eles estão sendo leais e esperam sua lealdade de volta, mas eu sou meio mesquinha e não quero retribuir essa lealdade. qualquer que seja o elogio, vamos pulá-lo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Segunda carta à Fernanda (eu memo)

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever.” (Autora: Clarice Lispector).

Menina,

Espero que a carta anterior tenha sido de alguma valia para você, mas não precisa perder seu precioso tempo me dizendo nada sobre ela, pois, se foi de alguma valia, cumpriu se objetivo, se não estarei tentando melhorar o que lá deixei dito, embora de forma obscura, incompreensível.

Você viu a frase da Clarice Lispector acima? Não me responda com um: claro, bobo, está posta no início, como não iria vê-la e lê-la?, pois você teria razão apenas em parte, pois o que eu estou perguntando é: parou para pensar sobre o que a autora diz?

Veja o que o crítico de arte e estudioso de costumes inglês Clive Bell diz em seu livro “Civilization:

"Somente a razão pode convencer-nos – diz ele – das três verdades fundamentais que é preciso descobrir na vida, e sem as quais não existe a verdadeira liberdade: a de que aquilo em que acreditamos não é necessariamente verdadeiro, a de que aquilo de que gostamos não é necessariamente bom e a de que todas as questões devem permanecer abertas" (citado por Luiz Carlos Lisboa, “A arte de desaprender”, Antares, Rio de Janeiro: 1981, p. 163-165).


Se lembrar de alguma coisa que tenha lido na carta anterior, verá que a escritora continuará, pelo jeito, escrevendo por muitos e muitos anos, pois respostas não temos nenhuma para nada.

Sendo você curiosa como é, já reparou no seguinte:

a) Os três Mosqueteiros são quatro?

O livro os "Os Três Mosqueteiros" é de autoria de Alexandre Dumas. Já foi filmado mais de uma vez, sempre está sendo reprisado na sessão da tarde. Seus protagonistas são: "Athos, Porthos e Aramis"... e D'Artagnan. Daí os 3 serem 4!

b) Fala-se muito nos “Sete Sábios da Grécia”, mas para muitos eles são oito!

Platão, no seu livro “Protágoras”, diz que o grupo é constituído por:

1 – Tales de Mileto;

2 – Pítaco de Mitelene;

3 – Bias de Priene;

4 – Sólon de Atenas;

5 – Cleobulo de Lindos;

6 – Míson de Queneia;

7 – Quílon de Lacedemônia.

Mas tem gente que cita um oitavo (8): Periandro de Corinto.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A bela que despertou com um susto!




já me aconteceu isso antes e lembro que tão triste fiquei, 
mas era novo ainda e rapidinho me recuperei.
imagino agora ela, que de tão bela por causa da pequena cinderela,
ficou triste quando ela (que era ele) se foi.

até hoje sinto umas dores e pequenas solidões,
temo que isso nunca passe..
mesmo não a conhecendo, 
torço, de coração, por essa grande mulher

grande mulher essa
que agora mais sábia é
sei que de nada adiantará essas palavras em vão,
mas, realmente de coração, torço por essa nova mulher.

mas não se preocupe,
logo logo arrumará coisas que te ocupe
pois mais forte ficou, quando sua rosa secou

se vai melhorar ou piorar, só o tempo irá ditar


[coisas sobre uma pequena sereia que saiu de dentro duma baleia]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

foi uma Inconsciente escolha

eu sou algo, eu sol. sou sol. 
gosto mais da lua, mas sol. sou sol.
sol que mata, queima ilumina. mas tá queimado.
lindo, mas ninguém olha. é necessário, mas olha só(!): tá acabando e destruindo as coisas, te deixando doente.
mas não se esqueça: ele tá mais que torrado. coitado, não da dó? é até triste. 
mas sol, sou sol. gosto mais da lua, mas sol. sou sol.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A próxima Rosa

Quando uma poesia você vê,
entende exactamente o que lê?
Quando uma poesia você lê,
sabe exactamente do que se trata?
Falando de amores ou vira-latas?

Todo mundo entende aquilo que tá escrito,
mas com medo do erro, eu até me(te) desacredito.
Te desacredito do amor e da dor,
do ganho e da perda..
Sempre ando à esquerda, tentando me livrar dela
[que, pra mim, é sempre a mais bela]
Sei que nunca entenderás,
esses versos (tão singelos versos),
da maneira que eu queria.
Mas quem  sou eu pra ditar,
em que você deve acreditar?
Sei que meu peito vai doer
quando você por aqui passar,
e sem nem mais um 'ás', vai me virar.
Virar de cabeça pra baixo,
me deixar cabisbaixa.
Mas tudo bem se no fim,
 nada mudar e você aqui se encaixar.
[meu coração, empolgado, o aguarda]
Mas tente ler essa prosa, 
com o conhecimento daquilo que disse outrora
quando te vi nascer na aurora.
Era tão cedo, mas pensando assim, sempre me perco.
Me perco no teu silêncio que contradiz todo nosso passado
Mas tente ler essa prosa,
não como leu a passada ou lerá a próxima.
Leia-a como se estivesse aqui.
Leia-a como se não tivesse a liberdade de ler dessa vez..