Quando se fala de gramática, muitos temos medo de estar falando ou escrevendo algo errado, pois ela é cheia de pequenas regras, que, infelizmente, é passados até hoje nas escolas. Infelizmente sim, porque, como diz no artigo, que professor espera que os alunos escrevam ''vós ides'' em redações? Mas a ''norma culta'' ensina, que devemos escrever assim.
O que mais me chamou a atenção, foi o trecho: ''Nunca se ouve, numa festa, ou em mesa-redonda, alguém perguntar pela classificação de ''exceto'', ou se ''fantasma'' é abstrato. Mas todos querem saber se a pronúncia correta é ''ibero'' ou ''ibero'' ''. Realmente, no nosso meio, todos estão preocupados com a forma de escrita, poucos são os que se preocupam com o que é, o que significa (lembrando, sempre, que nem tanto o significado, mas a forma escrita e até mais a falada, varia diante a região, a cultura e, menos mas também, o desconhecimento da linguagem dita como padrão). Diz no artigo, que Camões escreveu: ''cesse tudo o que a musa antiga canta/ que outro valor mais forte, se alevanta''. Todos pensávamos que ''alevantar'' fosse erro de caipira, mas se assim fosse, muitos de nossos escritores seriam caipiras! Esses ''erros'' são bastante presentes em meios de pessoas com pouca (ou nada) escolaridade. Se pesquisarmos mais profundamente, veremos que a história nos mostra que, não tivemos, nunca, uma língua perfeita, pois o que pode ser ''errado'' hoje, pode ter sido, ou pode vir a ser, o jeito mais elegante de dizer ou escrever.
Quando pensamos em tudo que foi dito, podemos notar algo bastante presente: o 'preconceito linguístico''. Estudiosos afirmam que esse tipo de preconceito só é presente em alguns grupos sociais, como pobres, negros, índios ou mulheres, antes descriminados por outros motivos. Acredito que conforme o tempo passar, não vai deixar de existir, mas será algo menos discutido.
Explica o famoso professor Pasquale (há tempos); pode até ser julgado errado quem escreve ''cê foi'', ou ''eles foi'', mas não deve ser julgado errado quem apenas diz, afinal, um povo veio carregando um grande fardo cultural, pois são saberes passados de pessoas por pessoas há tempos! E para aqueles que julgam desleixo no ensino, podem notar, que ninguém diz ''nós vou''. A história nos ensina, que, com toda certeza, tudo muda, mas nem por isso melhora ou piora. Nem por isso, significa que a linguagem veio a perder sua qualidade. Com o passar dos anos, a sociedade evoluiu (no sentido de mudar) muito quanto à linguagem. Já a ''norma culta'', nem tanto.
Apesar de tudo que foi dito, claro que também não é errado dizer ou escrever corretamente diante a norma culta! (risos)