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quando alguém te elogia, pode ser que ela esteja, ou mentindo, ou o pior!:, falando a verdade. se eles estiverem falando a verdade, eles estão sendo leais e esperam sua lealdade de volta, mas eu sou meio mesquinha e não quero retribuir essa lealdade. qualquer que seja o elogio, vamos pulá-lo!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quem sou e sou eu só sou (Só)

e eu sou assim,


I

Gosto de feijão, 
mas não da pra comer sem arroz e farinha.
Tenho um pequeno talento pra cantoria, 
seja ouvindo ou lendo.
Sempre dizem que pareço alguém (tenho mesmo um rosto comum),
porém sou bastante diferente quando analisam de perto.
Sempre sofri bullying nas escolas, no começo levava na brincadeira, 
depois fiquei magoada, agora eu mesma pratico em mim.
Descobri alguns podres que fiz e não sabia que tinha o feito,
fiquei decepcionada comigo mesma.
Não sou de dar indiretas, 
o que não parece, pois as vezes falo 'japão' e todos entendem 'do pão',
deixo pra lá, depois me arrependo e depois me arrependo por ter arrependido.

II
 
 Sou bem simples e nunca quero nada sério,
por isso sou 'interessante' (dizem)
Se caio na besteira de me arrepender dessa escolha, 
logo logo volto ao normal. (não se preocupem)
Nunca terminei um relacionamento com raiva
(se tem briga, não termino!) exceto quando não dão chance de me defender,
o que é chato, pois sou eu que saio perdendo.
Quase não tenho raiva, 
controlo bem minhas emoções (poucas)
Tenho uma visão do meu futuro,
por mais que acho isso arrogante da minha parte.
Sou bastante simpática e não tenho medo de falar, com quem quer que seja, 
e qualquer que seja o motivo também.

III

Tento mas não consigo ficar sem rir sob cócegas.
Assovio pra fora e pra dentro, 
dessa forma, sou capaz de ficar horas assoviando sem parar.
Confesso, não li muitos livros, 
é que a maioria me enjoa na metade, mesmo que a estória seja boa.
Não sei dançar forró (já quis aprender).
Danço muito bem o pop, o rock e o jazz.
Não posso pular nem correr,
mas sei pular com dois e até um pé sob um chão duro 
e sei correr como um cachorro valente.
Sei dar cambalhotas e faço caretas de bom gosto,
Não sei dar estrelinhas e nem saltos mortais,
nunca tive interesse nos mesmos, também.
Consegui, uma vez, fazer uma pedrinha quicar três vezes sob a água d'um rio. 
(foi o máximo!!).
Sei fazer avião de pequeno, de médio e de grande porte,
também morangos, barcos, pássaros e roupas,
é só escolher a cor e o tamanho do papel.
Sou uma ótima motorista de carro,
embora não tenha idade pra isso.
Outro dia, dirigi por algum tempo na estrada, 
não só de chão, mas de céu também.
Andava muito bem à cavalo (na garupa)
mas depois que levei um coice, me esqueci como faz.
 Sei tomar todo tipo de automóvel da terra sozinha, 
até pago (mesmo não querendo) já o fiz várias vezes, 
uma até me socaram verbalmente por tê-lo feito.
Sei jogar todo tipo de esporte que quiserem,
embora não possa jogar (dou um jeito).
Sei desenhar e pintar muito bem. (pelo menos acho)
Minha letra é feia e ilegível,
gosto de pensar que ela é codificada e só eu sei ler. (o que é verdade)
De manhã e a tarde, quebro um galho (pra mim),
 como caixa de loja. até que gosto.
 Sou bichada, sempre to ruim de alguma coisa.
(tenho até um tumor)

IV
Sou bonita, divertida e inteligente. (é o que me dizem sempre)
Sei bastante piadas, mas só conto pra minha família. 
(só ela acha engraçado o jeito que conto)(só conto desse jeito pra ela)
Tenho um irmão de sangue e uma irmã de coração, 
(o coração meu e dela são diferentes e separados.)
Tenho alguns amigos e milhares de conhecidos. 
(não gosto de classificar como amigo aqueles que tenho só em lugares específicos, como escola ou trabalho)
Algumas pessoas me odeiam (fiquei sabendo recentemente)
(não são muitas)
a  maioria muda de opinião depois de um tempo de convívio.
Trato igualmente todo mundo, desde que não roubem meu chiclete.
Outro dia apostei dez reais que ia conseguir mastigar um chiclete sem tossir,
saí feliz, com dez reais, dois chicletes grátis e o telefone do atendente da loja.
 V

Não agrado ninguém quando olham.
(mas minha primeira impressão não é mesmo a que fica)
Já apelei em brincadeiras e serviços (apelava muito),
hoje tento levar na calma.
Sou do tipo de pessoa que tenta encontrar o equilíbrio, 
mesmo machucando outros. 
(e olha que quando é esse o assunto, nem ligo pra ninguém)(só algumas)

VI
Fujo sempre que aparece algo inesperado e indesejado,
 fujo de tudo (isso faz alguns fugirem de mim).

VII
Não uso drogas, embora já tenha usado e gostado muito.
 Bebo de vez em quando, embora já tenha sido alcoólatra pequena.

VIII

Escrevo muito em duas palavras só. sei fazer isso.
Sou pintora, poeta, atriz e matemática,
gosto de tudo isso, embora não saiba nada técnico de nenhum desses.
Sou boa no que faço (acredito)
Penso que se faço e gosto, tenho de me achar boa, sem problema.
Sou expert em consertar coisas eletrônicas e solucionar problemas do dia-a-dia
(quando é minha tia ou minha mãe que pede)

Final

Já quase ia me esquecendo,
sou apaixonada por alguém.






cabelo sem corte, com bagunça


Enquanto isso, nalgum lugar do mundo

disse um caboclo no youtube sobre uma discussão de que versão é melhor (engenheiros ou zé ramalho) da música do bob dylan 'negro amor', ou 'it's all over now, baby blue':

''Não cabe comparação entre as interpretações dessa música...
Seja quem estiver cantando, o lance é viajar no som.
Nem tudo na vida é pra ser comparado e tratado como competição pra descobrir quem é o melhor.
Ligue o som na versão que preferir, abra uma pinga paraibana ou prepare um chimarrão gaúcho e viaje na canção...''

http://www.youtube.com/watch?v=4ieb-nZbyn8&feature=BFa&list=WLDCF21C785D6E1803&lf=autoplay

disse alguém sobre cássia eller, num vídeo do youtube:

''O que muita gente se engana sobre a Cássia, era sobre as musicas q ela tocava. Ela mesmo se considerava apenas uma intérprete, ela nao fazia as letras das musicas, ela regravava, essa musica mesmo, foi o Nando Reis que escreveu e deu pra ela, como ela mesmo diz no video.
Mas isso nunca ofuscou o brilho da sua genialidade, ela interpretava as letras "emprestadas" de uma forma totalmente dela. Linda voz, Grande estrela que se foi e nos deixa grandes saudades, Grande Cássia Eller.''

(sempre tentei falar isso sobre a cássia, agora essa pessoa vai e diz. obrigada)



http://www.youtube.com/watch?v=MLI2QlgjGmA&feature=autoplay&list=WLDCF21C785D6E1803&lf=autoplay&playnext=5

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

as vezes eu sou sentimental demais. vejo que é idiotice. logologo passa. desculpa por isso.

domingo, 25 de dezembro de 2011

uma coisa que descobri é que tem uma hora que todos, digo, TODOS os seus estepes vão embora de uma vez!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Terceira carta à Fernanada (yo mismo)

(osório, você é mesmo boboca! só pelo meu comentário.. francamente osório! francamente!)

 

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Carl Jung

Menina,

Sei que andas reclamando do tamanho das minhas missivas (cartas) para você, mas quero que saibas o seguinte: não é o tamanho que deve te incomodar, mas a falta de conteúdo. Como não reclamaste deste, penso que está tudo bem.

Além do mais, as nossas cartas são lidas por outras pessoas com mais anos nas costas que nós dois. E, para essas, o tamanho talvez não seja tão incômodo, pois só vamos ver isso (que tamanho, em cultura, é documento), quando precisamos fazer uso do que estudamos.

E quando precisamos? Numa redação, num vestibular, por exemplo!

Sei que a vida, sob o manto da tecnologia – aquela que ia nos libertar, mas parece nos acorrentar –, está cada vez mais corrida. Cada vez temos menos tempo e nos conformamos com as (des)informações imediatas da net, por exemplo!

Se a net (Google) disse, a verdade é absoluta! Mas não é bem assim. A net deve ser usada apenas como um guia. Devemos ir buscar as informações na fonte.

Quando vamos encontrar tempo, por exemplo, para lermos as 511 (quinhentas e onze) páginas do primeiro volume d'“Os miseráveis”, de Victor Hugo? E as 765 (setecentas e sessenta e cinco) do segundo volume?

Não temos tempo para isso! Mas deveríamos ter!

“Criação”, do Gore Vidal, tem 789 páginas.

“Queda de Gigantes”, do Ken Follett, tem 910 páginas.

“História”, do Herôdotos, tem 611 páginas.

“História da Guerra do Peloponeso”, do Tucídides, tem 533 páginas.

Difícil de encarar? Sim e não.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

crônica uma.

Quando eu era criança, minha mãe entrava no quarto antes que eu dormisse e me abraçava, dizendo: “Durma com os anjos, minha linda.” Depois, num gesto que me parecia muito impressionante e solene, colocava sobre meu rosto um véu imaginário que ela chamava de “o filtro dos sonhos”. Ainda posso ouvir sua voz tão amada dizendo-me: “Pronto, querida, você não terá nenhum pesadelo. Tudo que poderia fazer você sentir medo vai ficar preso na teia do filtro dos sonhos. Você vai dormir como um anjo.”

Até bem crescida, eu me cobria com este véu imaginário, sentindo-me totalmente segura embaixo das cobertas com “o filtro dos sonhos” guardando meu sono.
Minha mãe era meio mágica para mim. Contava-me histórias tão lindas! Suas mãos longas e finas tinham o dom de tornar tudo mais vivo e colorido. Ela me permitia sempre usar, ao máximo, a minha criatividade e imaginação. Ela era “a contadora de histórias”, que me dizia: “Agora, você continua de onde eu parei”, incentivando-me a recriar suas histórias. Meu coração disparava de alegria por poder dar o final que eu queria às histórias de mamãe.

Vindo não sei de que lugar secreto de dentro de mim, as lembranças trazem-me, claramente, o riso cascateado e cristalino de minha mãe. Escuto novamente sua voz profunda e meio rouca, entremeada pelo riso, a dizer-me: “Não fique triste, meu anjo lindo. Vamos nos esconder atrás do ‘filtro dos sonhos.’ Tudo vai ser como você quiser, nada pode atravessar a teia e destruir os seus sonhos.”
Minha mãe era uma sonhadora. Sempre acreditou que, separando os sonhos  bons dos maus, poderia realizar só os bons sonhos. Ela sempre me dizia que a vida era para ser vivida com muita imaginação e alguma fantasia.

Gosto de acreditar que consegui realizar muito dos meus sonhos, porém, infelizmente, nem sempre pude refugiar-me na fantasia, e “o filtro dos sonhos” deixou passar muitos pesadelos, difíceis de esquecer e duros de se conviver. Mas, quem não tem pesadelos secretos? Quem já não desistiu de alguns sonhos, que pareciam impossíveis de serem realizados?
Levei muitos anos relutando em admitir que eu e minha mãe éramos muito diferentes. Sempre sonhei ser igual a ela, mas, enquanto ela desenvolveu com perfeição a arte de ver e ouvir só o que lhe interessava, eu aprendi a ver tudo sem deixar passar nada.

Mamãe era sutil como um bom perfume: no falar, no andar, no comentar… Eu me tornei direta, de uma sinceridade que sempre a desconcertou.
Mamãe seduzia com palavras. Podia dizer tudo sem dizer quase nada. Não falava mentiras nem todas as verdades. Deixava todos deduzirem o que ela queria dizer.
Eu me tornei quase rude, na ânsia de ser bem clara em minhas idéias e meus desejos.

Mamãe era etérea. Parecia quase irreal como as histórias que contava. Eu me tornei concreta, palpável, segura.
Mamãe nunca sabia bem o que queria ou se queria. Deixava que decidissem por ela, e todos faziam o que ela queria…
Mamãe era doce, adorável e amável. Dizia e fazia exatamente o que se esperava dela. Nunca consegui saber se ela estava sendo ela mesma.
Eu aprendi a ser eu mesma, mesmo que isso não correspondesse ao ideal dela para mim.

Mamãe me olhava como se eu fosse um ser de outro planeta, mas sempre foi condescendente e incapaz de dizer-me algo ríspido. Apenas sorria o seu sorriso peculiar e comentava:
- Você é igualzinha à minha avó, sua bisavó D.Joana. Tão objetiva, sempre tão preocupada e responsável. Não seja assim, meu anjo, tão dura para com você mesma. Não cobre tanto da vida. Aprenda a sonhar…
Ela passou a vida toda se protegendo ao máximo. Eu aprendi, por amá-la tanto, a proteger.

Não sei quando foi que em minhas reflexões interiores descobri que mamãe usou “o filtro dos sonhos” enquanto viveu…
E eu fui me tornando, sem sentir, o filtro dos sonhos das pessoas a quem amo. Tentando ajudá-las a realizar seus sonhos e filtrando, o máximo, os seus pesadelos. Lutando para manter unida a minha família e toda a minha gente.
Não é tão mau ser protetora. Afinal, é essa a minha natureza.
Eu a herdei não de você, mamãe, mas, como você diria, pareço tanto com minha bisavó D.Joana, a senhora que filtrava os sonhos para fazer felizes a quem amava.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O poeta e a lua

Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pêlos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de volúpia.
O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perspassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.
Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

eu babaca.. (?)

''plágio'', não é bem isso.
''usar o que já existe'', é mais isso. nem tanto.
tipo, tá, é super legal você inventar alguma coisa, criar e tal! imaginação.. criatividade.. mas como é bom usar o que tem do outro. não copiar, usar!
pode ser coisa de babaca, mas ai entra eu. sou? não sou? você acha? sou! não! talvez.. (!) seria legal! seria engraçado.. se fosse mais intenso!
eu gosto das coisas, músicas, poesias, falas, quadros.. que que tem usá-los? não é bonito? é? não? acho legal fazer algo legal com algo que você acha legal! mostra o quão legal a coisa é, e o quão legal você é! sim!

essa sou eu. estou me colocando em evidência. estou copiando eu no comppputador. CTRL+C e CTRL+V pra mi nessa página.




sábado, 3 de dezembro de 2011

um beijo

quem sou eu pra negar um post?
''faça o que quiseres, há de ser tudo da lei, inclusive, se quiser subir aqui e pular, gritar, espernear, vem cá, há de ser tudo da lei'' se quiser compartilhar, falaí.

cadê? cadê a alegria que você prometeu? poste-a aqui! um beijo.
pode dizer o que quiser, eu não vo delegar espaços até onde correr não. diga, diga, diga! o que quiser, concordando ou não, vou postar! xD
mas mesmo que eu não te conheça, é só me visar, que eu coloco.. porfvvvv!! alguém!!?


''fê, cê não tem salvação, né?!'' dois bejo.


Você diz que eu sou demente,
Que eu não tenho salvação
Você diz que eu simplesmente
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

blá-blá-blá, esse sutiã já tá rasgado!

pegue outro! COMPRE OUTRO! GASTE! GASTE! gaste com aquilo que não lhe trará retorno. GASTE!

aaaAAAHH

choro, grito, desespero.
meu coração está em fúrias!!! e eu to me sentindo abafada.
procuro mudar, mas disseram que a raiz é o porque, então eu procurei, mas não tem, não acho.
meu coração ainda está em fúrias! cadê? cadê? CADÊ? CADÊ? onde está o meu amor? ou só a minha compaixão?..
em que esquina ficou meu senso? em que cama minha dignidade se perdeu, cansada de se debater com minha solidão? mas tá tudo explicado. meu amor está lá.. vou buscar! meu amor não vem cá.. porque? correria a pé daqui ao centro, se chegasse mais rápido, só pra vê-lo!

CAI FORA TRISTEZZZZZA!! você já foi bastante desútil.. vá!

olho um pé de coco, mas não é o mesmo. tá grande! cadê esses meus amigos? um beijo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Segunda carta à Fernanda (eu memo)

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever.” (Autora: Clarice Lispector).

Menina,

Espero que a carta anterior tenha sido de alguma valia para você, mas não precisa perder seu precioso tempo me dizendo nada sobre ela, pois, se foi de alguma valia, cumpriu se objetivo, se não estarei tentando melhorar o que lá deixei dito, embora de forma obscura, incompreensível.

Você viu a frase da Clarice Lispector acima? Não me responda com um: claro, bobo, está posta no início, como não iria vê-la e lê-la?, pois você teria razão apenas em parte, pois o que eu estou perguntando é: parou para pensar sobre o que a autora diz?

Veja o que o crítico de arte e estudioso de costumes inglês Clive Bell diz em seu livro “Civilization:

"Somente a razão pode convencer-nos – diz ele – das três verdades fundamentais que é preciso descobrir na vida, e sem as quais não existe a verdadeira liberdade: a de que aquilo em que acreditamos não é necessariamente verdadeiro, a de que aquilo de que gostamos não é necessariamente bom e a de que todas as questões devem permanecer abertas" (citado por Luiz Carlos Lisboa, “A arte de desaprender”, Antares, Rio de Janeiro: 1981, p. 163-165).


Se lembrar de alguma coisa que tenha lido na carta anterior, verá que a escritora continuará, pelo jeito, escrevendo por muitos e muitos anos, pois respostas não temos nenhuma para nada.

Sendo você curiosa como é, já reparou no seguinte:

a) Os três Mosqueteiros são quatro?

O livro os "Os Três Mosqueteiros" é de autoria de Alexandre Dumas. Já foi filmado mais de uma vez, sempre está sendo reprisado na sessão da tarde. Seus protagonistas são: "Athos, Porthos e Aramis"... e D'Artagnan. Daí os 3 serem 4!

b) Fala-se muito nos “Sete Sábios da Grécia”, mas para muitos eles são oito!

Platão, no seu livro “Protágoras”, diz que o grupo é constituído por:

1 – Tales de Mileto;

2 – Pítaco de Mitelene;

3 – Bias de Priene;

4 – Sólon de Atenas;

5 – Cleobulo de Lindos;

6 – Míson de Queneia;

7 – Quílon de Lacedemônia.

Mas tem gente que cita um oitavo (8): Periandro de Corinto.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A bela que despertou com um susto!




já me aconteceu isso antes e lembro que tão triste fiquei, 
mas era novo ainda e rapidinho me recuperei.
imagino agora ela, que de tão bela por causa da pequena cinderela,
ficou triste quando ela (que era ele) se foi.

até hoje sinto umas dores e pequenas solidões,
temo que isso nunca passe..
mesmo não a conhecendo, 
torço, de coração, por essa grande mulher

grande mulher essa
que agora mais sábia é
sei que de nada adiantará essas palavras em vão,
mas, realmente de coração, torço por essa nova mulher.

mas não se preocupe,
logo logo arrumará coisas que te ocupe
pois mais forte ficou, quando sua rosa secou

se vai melhorar ou piorar, só o tempo irá ditar


[coisas sobre uma pequena sereia que saiu de dentro duma baleia]

terça-feira, 8 de novembro de 2011

foi uma Inconsciente escolha

eu sou algo, eu sol. sou sol. 
gosto mais da lua, mas sol. sou sol.
sol que mata, queima ilumina. mas tá queimado.
lindo, mas ninguém olha. é necessário, mas olha só(!): tá acabando e destruindo as coisas, te deixando doente.
mas não se esqueça: ele tá mais que torrado. coitado, não da dó? é até triste. 
mas sol, sou sol. gosto mais da lua, mas sol. sou sol.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A próxima Rosa

Quando uma poesia você vê,
entende exactamente o que lê?
Quando uma poesia você lê,
sabe exactamente do que se trata?
Falando de amores ou vira-latas?

Todo mundo entende aquilo que tá escrito,
mas com medo do erro, eu até me(te) desacredito.
Te desacredito do amor e da dor,
do ganho e da perda..
Sempre ando à esquerda, tentando me livrar dela
[que, pra mim, é sempre a mais bela]
Sei que nunca entenderás,
esses versos (tão singelos versos),
da maneira que eu queria.
Mas quem  sou eu pra ditar,
em que você deve acreditar?
Sei que meu peito vai doer
quando você por aqui passar,
e sem nem mais um 'ás', vai me virar.
Virar de cabeça pra baixo,
me deixar cabisbaixa.
Mas tudo bem se no fim,
 nada mudar e você aqui se encaixar.
[meu coração, empolgado, o aguarda]
Mas tente ler essa prosa, 
com o conhecimento daquilo que disse outrora
quando te vi nascer na aurora.
Era tão cedo, mas pensando assim, sempre me perco.
Me perco no teu silêncio que contradiz todo nosso passado
Mas tente ler essa prosa,
não como leu a passada ou lerá a próxima.
Leia-a como se estivesse aqui.
Leia-a como se não tivesse a liberdade de ler dessa vez..


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Primeira Carta à Fernanda (mi mess)

(Já aviso: só os bobos lêem. ) (Sem ofensas Osório, você é um cara bacana, mas a carta tem mais de kilometros!)

 

Menina,

Começo estas bem traçadas linhas dizendo-te, após desejar-te vida longa e saudável:

Nós os humanos, praticamente, não conhecemos “nada sobre nada”. Tudo está por fazer. Tudo está em aberto, como se diz.

Já ouviu alguém dizer “eu não sou dono da verdade”? Pois é! Quem diz isso está sendo absolutamente honesto, embora, muitas vezes, mesmo dizendo isto, esteja, por trás da capa querendo ser o dono da verdade.

A vida sobre a terra é muito antiga. Ninguém sabe como tudo começou. Tudo que se diz sobre o começo do mundo são teorias, e essas são pensamentos dos próprios homens para “tentar” explicar algo que eles mesmos não sabem ao certo.

Esse negócio de Adão e Eva (um deus teria criado os homens e mulheres) se a gente for pensar muito sobre o assunto verá que não é bem assim (depois te conto). Mas é muito difícil pensarmos “fora do pensamento” religioso, já que a religião impregna tudo, estamos cercado por ela por todos os lados, e por ela somos pintados. Respiramos religião!

Mas a religião é algo também inventado pelo próprio homem (depois te conto).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Até Quando?



Até quando terás de mim esta impressão de mulher perfeita?
Até quando terás teus olhos enfocados nas virtudes do meu coração dourado?
Até quando guardarás minhas palavras a sete chaves no teu relicário?
Até quando verás em mim o anjo mais  brilhante do teu santuário?

Mesmo que eu não queira,

O tempo inevitavelmente te falará dos meus pecados,
Encontrarás breu, muitas vezes, no meu coração dourado,
E, por antecipação, já sofro ao ver-te de alguma forma decepcionado
Por tudo que eu quis que desse certo e deu errado.

Assim sendo,

Nunca olvides a minha humana condição.
Dar-te-ei algumas involuntárias pedras e dentre elas alguma flor.
Presentear-te-ei com versos puros de efêmera ilusão
E, em branco e preto, declinar-te-ei os róseos tons do meu amor.


Fátima Irene Pinto

rastriações orgásmicas TRÊS

era tão jovem, mas tão velha quando a conheci.. tinha apenas 18, e era virgem ainda! de verdade? era a pessoa mais bela que já havia visto. pena não ter notado isso aquela noite. pena não ter notado que era tão legal também. uma droga tê-la conhecido assim. uma droga dormir por um pouco mais de álcool. mas no dia seguinte não havia ido embora.. quando acordei, acordou também. não sei, mas depois com a sobriedade, me pareceu muito mais linda ainda. sabia que algo de assustador acconteceria! então.. me chamou pra sair mais vezes. fazia diversos gestos enquato conversava. fazia caras e bocas. fazia mímicas como se fossem legendas pra cada palavra, e ainda tinha aquela boca e.. aqueles olhos.. arghh!! aqueles olhos! não são os mais bonitos que já vi, mas não passam dos segundos! são os que mais mudaram minha convivencia social, pelo menos.. no início eram generosos, cautelosos, carinhoso, fofinhos e verdadeiros, mas depois.. agora.. viraram esses olhos lindos e falsos! mentirosos! dissimulados! ladrões! escuros! amargos!.. enganadores! aaarghh!!  mas nossa, você realmente me ensinou muito do que aprendeu de uns tempos pra cá. tudo que aprendeu e já sabia sobre mentiras. apesar de ser uma mulher, é bem forte e corajosa! eu te amo tanto, mas não mais como antes.. te quero bem e bastante feliz, só que deveras longe daqui e de mim.
[à quem me ensinou, né.. verdadeira pessoa. uheuheueh

sei que sempre vai estar perto, não tem outro jeito, né?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

se é, vale lembrar que ainda existe você. infelizmente. ainda não morreu porque rapaz? macho! macho! macho! linda.  ''agora me dá um beijo'' como se fosse fácil ¬¬ nem é simples andar! lembra da última vez? êpa, êpa.. porque não dava só pra aceitar. só. tá ótimo. puf. eu fico aqui, ai, lá, ali. você fica onde quiser. olha só! a vida fica até mais bela!
ah sim! tome bastante cuidado! já caí nessa besteira de ''vamo fazer sério'', ''vamo blá-blá-blá'', você viu, só me ferrei. agora olha por ai.. ''você está vendo, o que está acontecendo? nesse caderno, sei que ainda estão os versos seus.'' é. deve ter ainda. 'quero um sooooonho..' -diz a tchuca. tchutchuca meiga quer sooooonho.. ai vivi da pra ela!!! não, não.. eu tenho de ir comprar, sempre.



'em paz eu digo que eu sou, o antigo do que vai adiante
sem mais eu fico onde estou, prefiro continuar distante.'

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

diioário. faz todo sentido depois de alguns drinks! sem ela, não há mais ela!

rastriações orgásmicas II

tinha cabelos longos quando falamos-nos pela primeira vez. depois, quando fui vê-lo, já tinha o cabelo bem curtinho, mas sempre lisinho, bonitinho. não sei como, mas quando vi sua foto pela primeira vez, tudo que conseguia pensar era em como ele era nu.. tinha conversas engraçadas. era meio estranho. lembro-me uma vez que ficou quase um mês sem falar comigo, devia estar passando por momentos difíceis. fiquei deveras chateada. não por algo que tenha feito, mas por não ter tido notícias suas.. tudo poderia ter acontecido. então você volta e me faz prometer nunca mais ficar tanto tempo sem nos falar. sempre me pareceu muito confuso, agora eu tinha certeza que era. lembro-me bem, enviei-o uma carta certa vez, então ele me respondeu: ''sua carta ficou muito linda ._. sua atitude foi uma coisa muito linda, não vou conseguir retribuir, e nem esconder todo meu amor, em forma de clichês for you forever =)'' nem escondeu mesmo, mas retribuiu. lembro-me também, da primeira vez que o vi. eu estava sem meus óculos, então eu não enxergava direito. me viu e me abraçou, sem nada dizer. era tão eufórico e desesperado, que tive que suplicar por mais três segundos de abraço. era tão preocupado. como se eu fosse, realmente, alguma hora importante. tinha uns olhos.. olhos negros. negros olhos. tão confusos. olhavam fixos para os meus, implorando socorro. temo não ter ajudado nem sequer um pouquinho.. quando lembro, só consigo ver uma imagem preta e branca deles, seus olhos. impressionante como era a primeira pessoa que se aproximara de mim, que não tinha olhos dissimulados. desculpa os meus serem. não sei por qual motivo não consegui manter a promessa de contactar-lhe com mais freqüências. sei que foi algo que eu disse. eu me lembro de dizer. mas estava confusa. não queria mais querer ter o que não tinha. mas eu vi que e tenho! não sei como você fez isso. antes eu era até forte, mas acho que você me enfraqueceu bastante. fez alguma mentiras se tornarem expostas.. trouxa boboca.
[meu amor, meu grande amor.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um 'treixo' [hilário] que vi (e adorei) do Osório Barbosa

"Cicero Augusto Pujol Correa" <xxxxxxxxxx> 07/29/11 2:35 pm >>>

"Feixo", Osório?
É nisso que dá escrever errado por graça.
Pára de ler porcarias como La Allende, que é merda pura,
E VAI LER UM BOM DICIONÁRIO, como o Houaiss, por ex.
Ou pede emprestados os bons clássicos do Luiz.
Abraços
Cícero”.





>>> "Osório Silva Barbosa Sobrinho" <xxxxxxxxxxx> 12 Agosto, 2011 >>>
Caroas todoas,
 
Nesse mal hábito de enviar poesias todas as sextas-feiras, uma das mais gratas “amizades” que construí ao longo de mais de dez anos foi a entabulada com Cícero Augusto Pujol Correa!
 
Afinal, quem é o tal Cícero, que ainda por cima é Augusto?
 
Pouco sei e, dentre o que sei, ao que me consta:
 
Zero: logo que ele começou a escrever na rede do MPF, percebemos (para desespero de algumas!) que ele escreve como se poetasse! Separa as palavras por linhas e o seu texto fica na forma de poema.
 
Primeiro: é meu colega de trabalho faz quinze anos (entrei no MPF em 1995 e ele, acredito, em 1996);
 
Segundo: é gaúcho, eu amazonense;
 
Terceiro: ele mora no Rio Grande do Sul, eu em São Paulo a mais de dez anos;
 
Quarto: ele é rico, eu, nem tanto;
 
Quinto: nunca nos vimos pessoalmente.
 
Sexto: Desde que o cara por cá chegou, vive pegando no meu pé! Parece que tem prazer em ler o que escrevo apenas para criticar!
 
E como fico feliz com suas críticas, pois, além da faculdade de Direito, ele cursou, também, e é formado em Letras!
 
Se me critica, é fato que me lê! Brigadão, gordinho da foto!
 
(o vi uma vez em foto abraçado com um touro ou uma vaca, não recordo).
 
Se nunca o vi mais gordo (mais magro muito menos!), lembro que, dia desses, liguei para ele.
 
Apesar de já termos trocado e-mails unilateralmente, o cara foi extremamente grosso, de uma frieza atroz!
 
Parecia cansado e impaciente, torcendo para que eu dissesse até logo. Foi o que fiz assim que apareceu a oportunidade e disse para mim mesmo: esse nunca mais vai trocar e-mail comigo, pois parece que não gostou da minha linda voz e do meu incômodo.
 
Poucos dias depois, ele me aparece de novo, como se nada da sua falta de educação tivesse ocorrido.
 
Fiquei desconfiado mas aceitei a mensagem dele como um pedido de desculpa. Depois evolui: o cara é grosso mesmo! Deve ser aluno do Analista de Bagé, mas descobri (ele disse) que ele detesta o Luis Fernando Veríssimo!
 
Devem ser rivais nos coices!
 
Depois de ler algumas coisas sobre “teoria da comunicação”, passei a prestar mais atenção à comunicação em si que à gramática e isso desesperou o bacharel em letras, que não perde uma oportunidade de exercer a função que mais gosta: ser meu corretor eletrônico, embora eu já lhe tenha dito que não tenho mais cura (geito, para seu desespero)!
 
Assim, em sua homenagem, passei a grafar gaúxo assim! Ele, certamente, vai à loucura.
 
Dia desses o flagrei numa falta ao usar o verbo haver para indicar tempo passado: ele escreveu “há x anos atrás”. Deixei passar, mas, diante de uma de suas muitas lições, relembrei para ele a regra. Ele calou.
 
Certa vez me disse que eu lhe tinha “feito uma desfeita”, mas não disse qual.
 
Nunca tive oportunidade de desculpar-me, por não lembrar da tal desfeita, embora tenha-a procurado e uma das coisas que menos quero na vida é “desfeitear” os outros, embora, reconheça, como costumo ser chato, que isso possa ocorrer facilmente, mas tudo por mera curiosidade e necessidade de aprender com quem sabe. É o caso.
 
Pensei que da parte do senhor Pujol, havia malquerência contra minha augusta pessoa, mas eis que, ao sair de férias em junho, recebi do Correa um dos maiores presentes que essa minha vida curta de aprendiz de tentador de escrivinhador me proporcionou.
 
Vejam com o que ele me brindou, sob o título “BOAS FÉRIAS! Re: [prosa] POESIA: deleite-se ou delete-me”:
 
"Cicero Augusto Pujol Correa" <xxxxxxxxx> 06/26/11 1:55 pm >>>
 
E QUE ASSIM VOLTES
 
Disposto
A brigar, lutar, soçobrar,
A falar, cantar, escrever,
A amar, logo andar ao léu,
Sai, vai (já, agora) para
Viver ao que lhe Deus dar
loucuras a varrer fazer
Dormir sob o véu do céu
E...(na volta)
A trabalhar,
Que até os outros precisam
Do seu descanso também,
Qual Brandão do suspensório
Todos juntos avalizam
Que não existe ninguém
Como o louco louco d'Osório!”
 
O que posso dizer, diante de tão aconchegante prova de carinho e distinção?
 
Numa música (Eu quero), Nelson Gonçalves diz que “ninguém é poeta por saber rimar”! Porém o Cícero...
 
Dar nada posso, pois tenho tão poucos bens materiais, mas, em compensação, tenho um patrimônio infinito de carinho, respeito e admiração, que já eram seus Cícero de há muito tempo, mas que com a tua lembrança e perda de tempo em escrever o acima acabaste por consolidar em toda a extensão que é possível adquirir um admirador de fato e de direito, pois agora tens a posse e a propriedade do meu coração.
 
Não deixe de ser malcriado, como demonstra este seu outro escrito (logo abaixo, e elaborado após o acima), pois passei a compreender a sua necessidade de tentar, qual Quixote, consertar os tortos e corrigir as injúrias, protegendo as damas e as crianças e levando a força de sua “espada” (que é a sua verve) a quem dela precisar na correção dos agravos e das injustiças (mesmo que sejam à gramática).