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quando alguém te elogia, pode ser que ela esteja, ou mentindo, ou o pior!:, falando a verdade. se eles estiverem falando a verdade, eles estão sendo leais e esperam sua lealdade de volta, mas eu sou meio mesquinha e não quero retribuir essa lealdade. qualquer que seja o elogio, vamos pulá-lo!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Um 'treixo' [hilário] que vi (e adorei) do Osório Barbosa

"Cicero Augusto Pujol Correa" <xxxxxxxxxx> 07/29/11 2:35 pm >>>

"Feixo", Osório?
É nisso que dá escrever errado por graça.
Pára de ler porcarias como La Allende, que é merda pura,
E VAI LER UM BOM DICIONÁRIO, como o Houaiss, por ex.
Ou pede emprestados os bons clássicos do Luiz.
Abraços
Cícero”.





>>> "Osório Silva Barbosa Sobrinho" <xxxxxxxxxxx> 12 Agosto, 2011 >>>
Caroas todoas,
 
Nesse mal hábito de enviar poesias todas as sextas-feiras, uma das mais gratas “amizades” que construí ao longo de mais de dez anos foi a entabulada com Cícero Augusto Pujol Correa!
 
Afinal, quem é o tal Cícero, que ainda por cima é Augusto?
 
Pouco sei e, dentre o que sei, ao que me consta:
 
Zero: logo que ele começou a escrever na rede do MPF, percebemos (para desespero de algumas!) que ele escreve como se poetasse! Separa as palavras por linhas e o seu texto fica na forma de poema.
 
Primeiro: é meu colega de trabalho faz quinze anos (entrei no MPF em 1995 e ele, acredito, em 1996);
 
Segundo: é gaúcho, eu amazonense;
 
Terceiro: ele mora no Rio Grande do Sul, eu em São Paulo a mais de dez anos;
 
Quarto: ele é rico, eu, nem tanto;
 
Quinto: nunca nos vimos pessoalmente.
 
Sexto: Desde que o cara por cá chegou, vive pegando no meu pé! Parece que tem prazer em ler o que escrevo apenas para criticar!
 
E como fico feliz com suas críticas, pois, além da faculdade de Direito, ele cursou, também, e é formado em Letras!
 
Se me critica, é fato que me lê! Brigadão, gordinho da foto!
 
(o vi uma vez em foto abraçado com um touro ou uma vaca, não recordo).
 
Se nunca o vi mais gordo (mais magro muito menos!), lembro que, dia desses, liguei para ele.
 
Apesar de já termos trocado e-mails unilateralmente, o cara foi extremamente grosso, de uma frieza atroz!
 
Parecia cansado e impaciente, torcendo para que eu dissesse até logo. Foi o que fiz assim que apareceu a oportunidade e disse para mim mesmo: esse nunca mais vai trocar e-mail comigo, pois parece que não gostou da minha linda voz e do meu incômodo.
 
Poucos dias depois, ele me aparece de novo, como se nada da sua falta de educação tivesse ocorrido.
 
Fiquei desconfiado mas aceitei a mensagem dele como um pedido de desculpa. Depois evolui: o cara é grosso mesmo! Deve ser aluno do Analista de Bagé, mas descobri (ele disse) que ele detesta o Luis Fernando Veríssimo!
 
Devem ser rivais nos coices!
 
Depois de ler algumas coisas sobre “teoria da comunicação”, passei a prestar mais atenção à comunicação em si que à gramática e isso desesperou o bacharel em letras, que não perde uma oportunidade de exercer a função que mais gosta: ser meu corretor eletrônico, embora eu já lhe tenha dito que não tenho mais cura (geito, para seu desespero)!
 
Assim, em sua homenagem, passei a grafar gaúxo assim! Ele, certamente, vai à loucura.
 
Dia desses o flagrei numa falta ao usar o verbo haver para indicar tempo passado: ele escreveu “há x anos atrás”. Deixei passar, mas, diante de uma de suas muitas lições, relembrei para ele a regra. Ele calou.
 
Certa vez me disse que eu lhe tinha “feito uma desfeita”, mas não disse qual.
 
Nunca tive oportunidade de desculpar-me, por não lembrar da tal desfeita, embora tenha-a procurado e uma das coisas que menos quero na vida é “desfeitear” os outros, embora, reconheça, como costumo ser chato, que isso possa ocorrer facilmente, mas tudo por mera curiosidade e necessidade de aprender com quem sabe. É o caso.
 
Pensei que da parte do senhor Pujol, havia malquerência contra minha augusta pessoa, mas eis que, ao sair de férias em junho, recebi do Correa um dos maiores presentes que essa minha vida curta de aprendiz de tentador de escrivinhador me proporcionou.
 
Vejam com o que ele me brindou, sob o título “BOAS FÉRIAS! Re: [prosa] POESIA: deleite-se ou delete-me”:
 
"Cicero Augusto Pujol Correa" <xxxxxxxxx> 06/26/11 1:55 pm >>>
 
E QUE ASSIM VOLTES
 
Disposto
A brigar, lutar, soçobrar,
A falar, cantar, escrever,
A amar, logo andar ao léu,
Sai, vai (já, agora) para
Viver ao que lhe Deus dar
loucuras a varrer fazer
Dormir sob o véu do céu
E...(na volta)
A trabalhar,
Que até os outros precisam
Do seu descanso também,
Qual Brandão do suspensório
Todos juntos avalizam
Que não existe ninguém
Como o louco louco d'Osório!”
 
O que posso dizer, diante de tão aconchegante prova de carinho e distinção?
 
Numa música (Eu quero), Nelson Gonçalves diz que “ninguém é poeta por saber rimar”! Porém o Cícero...
 
Dar nada posso, pois tenho tão poucos bens materiais, mas, em compensação, tenho um patrimônio infinito de carinho, respeito e admiração, que já eram seus Cícero de há muito tempo, mas que com a tua lembrança e perda de tempo em escrever o acima acabaste por consolidar em toda a extensão que é possível adquirir um admirador de fato e de direito, pois agora tens a posse e a propriedade do meu coração.
 
Não deixe de ser malcriado, como demonstra este seu outro escrito (logo abaixo, e elaborado após o acima), pois passei a compreender a sua necessidade de tentar, qual Quixote, consertar os tortos e corrigir as injúrias, protegendo as damas e as crianças e levando a força de sua “espada” (que é a sua verve) a quem dela precisar na correção dos agravos e das injustiças (mesmo que sejam à gramática).

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